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Arquivo para a categoria ‘Philip Roth’

Philip Roth – A Humilhação

A Cia das Letras está lançando o novo livro de Philip Roth chamado A Humilhação que tem a seguinte sinopse:
Aos 65 anos, Simon Axler, um renomado ator de teatro, sobe no palco e constata que não sabe mais atuar. De uma hora para outra toda sua autoconfiança se esvai, e ele perde a capacidade de interpretar os personagens que, ao longo de uma extensa carreira artística, haviam lhe trazido renome. A partir daí, sua vida entra numa espiral de perdas: a mulher vai embora, o público o abandona e seu agente não consegue convencê-lo a retomar o trabalho. Obcecado com a ideia do suicídio, Simon se interna numa clínica psiquiátrica. No meio desse relato terrível de uma autoanulação inexplicável e apavorante, irrompe um enredo em sentido contrário. Simon se envolve numa relação passional com uma mulher mais jovem, homossexual, filha de um casal de atores que ele conheceu na juventude. Nasce daí um desejo erótico avassalador, um consolo para uma vida de privação, mas tão arriscado e aberrante que aponta não para o conforto e a gratificação, e sim para um desenlace ainda mais negro e chocante.
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Phillip Roth – Indignação

A Cia das Letras acaba de lançar o livro Indignação de Phillip Roth que tem a seguinte sinopse:
Neste romance, Philip Roth surpreende críticos e leitores com uma história que escapa completamente à temática de seus últimos trabalhos, como Homem comum e o Fantasma sai de cena, que versavam sem meios tons sobre o fim da vida e suas mazelas físicas e espirituais. O que temos agora é a experiência iniciática de um jovem de dezoito anos, Marcus Messner, nascido e criado em Newark, Nova Jersey, esbanjando vigor, ambição, ousadia e desejos irrefreáveis ao ingressar na vida adulta.Filho único de um açougueiro kosher superprotetor, Messner busca uma faculdade do Meio-Oeste americano, bem longe de casa, o que lhe permite escapar da sufocante vigilância do pai, da medíocre universidade local onde cursara o primeiro ano e de suas funções como ajudante no açougue. Corre o ano de 1951, e os Estados Unidos enfrentam uma guerra cruenta na Coreia, conflito que paira como ameaça letal sobre o agora segundanista de direito em risco de ser convocado para lutar no front, caso não consiga se destacar nos estudos acadêmicos e no curso para o oficialato. Furtando-se, pois, a vícios, prazeres e uma vida social universitária, o personagem-narrador se entrega aos estudos de forma a jamais tirar menos que 10 em todas as matérias. Entretanto, um poderoso obstáculo se interpõe nos planos de Messner: seu próprio temperamento, irredutível a convenções hipócritas, como assistir a preleções obrigatórias sobre a Bíblia na igreja evangélica do campus e participar do mundinho das fraternidades. Isso sem contar a irrupção anárquica do sexo e do amor em sua vida, na figura tão adorável quanto enigmática de sua colega de classe Olivia Hutton.Indignação demonstra com sutil maestria as vias insuspeitas que conduzem eventos e escolhas aparentemente banais na vida de um jovem a resultados de uma gravidade desproporcional. Roth exibe neste romance curto, mas de enorme densidade humana, social, política e literária, um inconformismo explosivo de adolescente em busca de seus próprios caminhos na vida, alguns dos quais poderão incitar a ira vingativa de uma sociedade conservadora gerida por mentes tacanhas.

Philip Roth – Entre Nós – Um Escritor e seus Colegas Falam de Trabalho

A Cia das Letras publicou recentemente, o livro Entre Nós – Um Escritor e seus Colegas Falam de Trabalho de Philip Roth, que pode ser encontrado no link da submarino acima e tem a seguinte sinopse:

Philip Roth costuma ser associado a seus romances, que incluem algumas das obras-primas da literatura de língua inglesa publicadas nas últimas cinco décadas, como O complexo de Portnoy, O teatro de Sabbath e Homem comum. Mas Roth tem um lado menos conhecido: é também crítico, ensaísta e memorialista notável. Entre nós reúne entrevistas feitas por Roth com outros escritores e ensaios sobre colegas de ofício (e um pintor), bem como cartas trocadas entre eles. Ao contrário do que se poderia esperar, o tema predominante neste livro não é a literatura em si, as técnicas de escrita de ficção, e sim um ponto que para Roth é fundamental: a relação entre o artista e o mundo exterior, seu meio, sua cultura e seu tempo. E, embora muitas vezes o que ouvimos seja a voz de outro escritor, predominam as preocupações e as obsessões do próprio Philip Roth. Não por acaso, um dos temas de destaque no livro é a condição de judeu — são judeus sete dos dez escritores discutidos, além do artista plástico Philip Guston. Outra questão, abordada principalmente nas conversas com dois tchecos — Ivan Klíma e Milan Kundera —, é a do conflito entre o artista e as instituições de seu país. O texto sobre Bernard Malamud é um relato ao mesmo tempo afetuoso e implacável sobre as relações de Roth com um escritor que teve grande impacto em sua formação. O ensaio sobre Saul Bellow é um estudo aprofundado que, além de defender a importância de Bellow na literatura norte- americana, comprova que Roth é não apenas um grande romancista, como também um crítico de primeira.Na troca de correspondência com Mary McCarthy, Roth discute as ressalvas da escritora americana ao romance O avesso da vida. Outros escritores entrevistados por Roth são o vencedor do prêmio Nobel de literatura Isaac Bashevis Singer; o italiano Primo Levi, que produziu algumas das maiores obras literárias que tematizam o Holocausto; o escritor israelense Aharon Appelfeld e a irlandesa Edna O’Brien.