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Entrevista – Nora Roberts

Uma entrevista com Nora Roberts que reproduzimos abaixo para maior divulgação desta excelente autora, saliento que a mesma está em português de Portugal.

Entrevista a Nora Roberts
Conte-nos acerca da tempestade de 1979 que iniciou inesperadamente a sua carreira…
A tempestade de 1979 chegou em Fevereiro, e eu dei por mim presa em casa com duas crianças. Qualquer mãe lhe saberá dizer o que é chorar verdadeiras lágrimas amargas ao ouvir anunciarem na rádio que não haverá jardins de infância para ninguém na manhã seguinte. Eu morava no lado rural de Maryland, e não tinha qualquer transporte à minha disposição. Tinha apenas dois filhos bastante activos, um provimento mínimo de chocolates e neve com noventa centímetros de altura. Nunca tinha pensado na carreira de escritora. Eu pensava que qualquer um conseguia criar histórias na sua mente. Mas passados vários dias de tempestade, estava cansada de jogos de tabuleiro e ansiava por qualquer tipo de libertação. Peguei numa dessas histórias na minha cabeça e passei-a para o papel. No preciso momento em que dei início ao processo da escrita, apaixonei-me pelo mesmo. Até então, tinha procurado formas de criatividade em todos os ofícios conhecidos pelo homem. Cerâmica, bordados, costura (até pus umas mosquinhas pequenas nos macacões que fiz para os meus filhos), enlatamento, macramé, tapeçaria, pastelaria. Estava viciada nesses ofícios. Felizmente, a escrita curou-me, e encontrei a forma correcta.

Quando pegou pela primeira vez num lápis número dois e num bloco de notas, apercebeu-se de que estava prestes a tornar-se uma autora de best-sellers?
O objectivo ao escrever histórias durante aquela longa semana de Fevereiro tinha mais a ver com manter a minha sanidade mental do que propriamente com um golpe de carreira.

Quanto tempo demorou até publicar o seu primeiro romance?
Quando o meu primeiro romance, Irish Thoroughbred, foi publicado, em 1981, eu já tinha três anos de trabalho duro na bagagem e inúmeros manuscritos rejeitados a ganhar pó nas gavetas da secretária.

Alguma vez considerou publicar esses seus primeiros trabalhos?
Relativamente à primeira história – certamente que não… nunca! Mas todo o resto foi revisto, trabalhado e vendido há uns bons anos. Neste momento, já não há nada a ganhar pó.

O que fazia antes de se tornar escritora?
Era uma péssima secretária de um escritório de advogados.

Quem é que a ajudou a desenvolver o seu talento na sua juventude?
Penso que cada um dos meus professores me ajudou. Costumo fazer piadas acerca das freiras, mas a verdade é que a disciplina que elas incutem na educação tem tendência a permanecer. Uma pessoa pode ter todo o talento do mundo, mas se não tiver disciplina para se sentar e escrever com regularidade, jamais irá escrever ou publicar livros.

Que influência teve a sua família na sua carreira de escritora?
Eu cresci no meio de uma família de leitores. Livros e histórias fizeram sempre parte da minha vida. Sempre adorei ler.

Alcançou tanto enquanto escritora e mulher trabalhadora. Há algo que sinta que ainda lhe falta alcançar?
Não penso muito em objectivos. Tento simplesmente concentrar-me em escrever o melhor livro possível.

O que é que acha difícil no mundo da escrita?
O negócio que envolve a escrita – todos aqueles assuntos extra que nada têm a ver com o processo de escrita em si – pode ser difícil, pelo simples facto de que a maioria de nós prefere estar sentada a escrever e não fazer nada além disso. Viajar pode tornar-se bastante enervante, inconveniente e desgastante. Já o processo de escrita é pura satisfação, mesmo quando não corre particularmente bem. Não há nada que bata o simples facto de se ter a sorte de ter um trabalho que se adora. Aqueles dias em que mal conseguimos esperar para nos sentarmos em frente ao computador são os melhores. Podemos simplesmente sentar-nos e trabalhar em pijama. Não podia ser melhor!

Como vai a sua carreira desenvolver-se? Onde se imagina daqui a cinco anos? Ou dez?
Eu nunca faço isso. Nunca o fiz. Para quê pensar no que vai ser daqui a cinco anos se o que se está a viver é o agora? Prefiro mil vezes concentrar-me no agora – e no livro que estou a escrever presentemente – do que tentar adivinhar o que me espera ao virar a esquina. O meu objectivo foi sempre escrever o melhor livro possível.

Foi muito difícil estabelecer o seu nome?
Foi um processo gradual. Vender o primeiro livro foi algo semelhante a um milagre. A Silhouette abriu-me uma porta maravilhosa, e ofereceu-me a oportunidade de escrever, publicar e criar uma base de leitores. Nada disto acontece da noite para o dia. O melhor conselho que a minha agente alguma vez me deu foi: constrói uma base. Foi isso que tentei fazer: construir uma base de histórias divertidas e credíveis, com as quais os leitores se pudessem identificar.

Pode descrever-nos um dia típico da Nora Roberts?
Para quem não esteja dentro do ramo, pareceria incrivelmente enfadonho. Fico sentada em frente ao computador o dia inteiro. Num dia perfeito, levanto-me e faço alguns exercícios durante cerca de 40 minutos – visto que vou passar o resto do dia sentada. Normalmente, vou para o meu escritório por volta das 9 horas e fico lá a trabalhar durante umas 6 a 8 horas. Escrevo… vou ler e-mails… escrevo mais um bocado. Depois do jantar, ou dou o dia por terminado ou ainda vou trabalhar mais um pouco.

Como é que se prepara mental e fisicamente para escrever um romance?
Muito honestamente, não faço nada. Tenho uma ideia básica, faço a pesquisa necessária – e continuarei a fazê-la ao longo de todo o livro – e depois sento-me e começo. E é isso. Ah, e tento certificar-me de que há uma boa provisão de Diet Pepsi em casa. E de aperitivos, ou de algo salgado. E de chocolate.

Como consegue ser tão produtiva, com tantas obrigações exteriores e familiares? Como consegue conciliar o trabalho e a vida familiar?
A vida é como um acto de malabarismo. Pratique o suficiente e conseguirá tornar-se bastante bom a manter as bolas importantes no ar. É este o meu trabalho. Se eu fosse médica ou empresária, continuaria a fazer malabarismo. Tenho um bom ritmo de escrita – isso ajuda. Mas eu trabalho todos os dias – o dia inteiro.

Quando está a pesquisar um livro, qual é a sua fonte mais valiosa?
Antes de ter sido levada aos gritos e aos pontapés para o mundo dos computadores, eu fazia toda a pesquisa na biblioteca. Começava no departamento infantil – era uma forma excelente de obter informação básica que depois levaria para a secção “adulta” da biblioteca para uma pesquisa mais aprofundada. Agora, uso simplesmente a Internet. Pode-se encontrar de tudo na Internet. Sou eu que faço toda a pesquisa, porque o processo dá-me ideias para vertentes no enredo.

Como lida com o estresse inevitável dos prazos?
Não penso neles. A negação funciona. A sério, eu já não trabalho com prazos de editoras. Elas não me conseguem acompanhar. Estabeleço um prazo pessoal, que poderá ser flexível. Mas, por norma, sou mais exigente comigo própria do que a editora, por isso já faço pressão que chegue a mim própria. Eu tenho de estabelecer prazos de forma a organizar eventos promocionais, as viagens, as conferências, os projectos paralelos… bem como a minha vida.

A partir do momento em que concebe uma ideia para um livro, quanto tempo leva a terminar o mesmo e apresentá-lo ao seu editor?
Cada livro é um caso diferente. Levo o tempo que for necessário. Tento não pensar em quanto tempo vai ser preciso para escrever determinado livro.

Quantos rascunhos são necessários até ter o livro como quer?
Regra geral, faço um primeiro rascunho com bastante celeridade. Apenas com o intento de apontar a história – não me preocupo muito em corrigi-lo nem em ser muito minuciosa. Uma vez terminado o primeiro rascunho, já conheço as minhas personagens melhor, já conheço a linha de enredo de uma forma mais coerente, pelo que posso voltar à página um e reler tudo, dando mais conteúdo, corrigindo pequenos problemas, tentando descobrir em que é que me enganei e fazendo as respectivas alterações, ou então em que é que acertei e expandindo esses elementos. Adicionando textura, limando a prosa. Depois, mais uma vez, regresso à primeira página, para o terceiro rascunho, polindo as arestas e certificando-me de que acertei no que pretendia. Se, após esse processo, me parecer bem, envio-o para a minha agente e para o editor. Se não for o caso, volto mais uma vez ao início e tento descobrir o que é que não está a funcionar. Nenhum livro é perfeito. Eu tento simplesmente enviar o melhor livro que consegui escrever nessa altura. E confio no meu editor para me dizer se ainda pode ficar melhor.

Como é que consegue ter tempo para produzir tanto, tão rapidamente?
O tempo não é algo que se tenha, é algo que se cria. Tenho um bom ritmo de trabalho – um mero acaso da sorte, como a cor dos nossos olhos. Mas também tenho imensa disciplina – uma prenda das freiras que me educaram durante os primeiros nove anos da minha vida escolar. Ninguém infunde o hábito da disciplina e a sombra da culpa (duas ferramentas essenciais para cada escritor) como uma freira. Além disso, eu adoro o que faço – adoro profundamente o processo da escrita.

O que é que a inspira?
Eu não acredito em estar à espera de inspiração. Faz parte do meu trabalho sentar-me e descobrir sobre que assunto quero escrever.

Como mantém os seus livros interessantes?
Não tenho truques. Para mim, cada livro é o primeiro livro. É algo de novo, de cada vez. Há tantos tipos de pessoas no mundo, e criar personagens à semelhança dessas pessoas, misturando vários elementos delas, representa um novo desafio em cada obra. Um piano tem 88 teclas. Já viu a quantidade de melodias que se consegue criar com as mesmas?

Será que nos poderia descrever o seu ambiente de trabalho?
Eu escrevo no meu escritório. O meu marido, que é carpinteiro, acrescentou um terceiro piso à nossa casa. Vivemos no meio de um bosque e, além das clarabóias no escritório, há uma janela enorme em frente da minha secretária. Quando olho lá para fora, nada mais vejo para além das árvores. O escritório apanha bastante luz e é muito espaçoso. É um sítio agradável para se trabalhar.

Que conselho daria aos escritores que tentam agora dar início às suas carreiras?
Escrevam aquilo que lêem por prazer. Concentrem-se no trabalho, em tornar a história melhor. Sem quererem saber do estado do mercado. Acima de tudo, tentem divertir-se com a escrita. Este é o melhor trabalho do mundo, e se não conseguem desfrutar do mesmo, estão a perder o maior gozo – equiparável apenas a não se usar roupa interior.

Aonde podem os aspirantes a escritores ir para aprenderem acerca do ramo?
Juntem-se a um grupo de escritores local. Aqueles que estejam interessados em escrever um romance, deveriam juntar-se à Romance Writers of America. Têm delegações por todo o país e são muito bons no fornecimento de informação e apoio.

É importante frequentar conferências sobre a escrita?
Eu considero as conferências sobre a escrita tremendamente valiosas. Nem que seja apenas pelos contactos, pelo facto de podermos falar com pessoas que fazem o que nós fazemos. Há imensos workshops que podem indicar o caminho aos escritores em início de carreira. As amizades feitas através das conferências dão um toque mais humano ao lado negocial. Já falando do negócio em si, representam uma oportunidade de se conhecer e falar com vários agentes e editores.

O que deveriam os escritores em início de carreira saber acerca de Nora Roberts?
Que também a carreira dela teve um começo. Todos nós vimos do mesmo sonho.

Por que razão começou a escrever livros sob o nome J.D. Robb?
Eu escrevo muito. É algo natural em mim. Como consequência disso, os meus editores tinham listas intermináveis de livros meus prontos para publicação. A minha agente e os meus editores sugeriram-me que escrevesse sob outro nome. Não gostei muito da ideia, protestei imenso. Foram necessários cerca de dois anos até que me convencessem… A minha agente explicou-me as coisas da seguinte forma… Há a Pepsi, a Diet Pepsi e a Pepsi sem cafeína. E, subitamente, fez-se luz na minha cabeça! Percebi! Concordei em tentar, mas apenas se pudesse escrever algo diferente. Eu ainda não via grande lógica em escrever romances ou obras com maior suspense sob um nome diferente. E foi então que a Eve Dallas e o Roarke invadiram a página.

Porque é que gosta de escrever sob o nome J.D. Robb e revisitar as mesmas personagens?
Eu gosto de escrever romances com algum suspense e fiquei intrigada com a ideia de acrescentar um pouco de ficção científica. Podia criar o meu próprio mundo! Achei que, embora os contextos pudessem mudar, as pessoas acabavam por ser, basicamente, as mesmas. Além disso, gostei imenso de escrever uma série com personagens fixas, de forma a poder criar elos de ligação – bem como desenvolver o romance entre as duas personagens principais por livros a fio. Cada um dos livros trata da resolução do crime ou mistério que impele o seu enredo, mas o desenvolvimento das personagens – o crescimento e as mudanças – e o tom das relações crescem mais lentamente. E acho isso fascinante.

Como é que lhe surgiu a ideia para o nome J.D. Robb?
Peguei nas iniciais dos nomes dos meus filhos – Jason e Dan – e juntei Robb, uma versão curta de Roberts.

Quantos mais livros sobre Eve e Roarke poderemos esperar de si?
Neste momento, não tenho intenção de parar de escrever sobre a Eve e o Roarke. Estão já planeados mais livros para o próximo ano.

Muitos dos livros que escreve fazem parte de uma série grande. Acha mais difícil escrever um livro que faça parte de uma série?
Não. Cada livro traz consigo uma nova série de desafios. Cada livro deve viver por si, deve estar completo. Eu gosto de escrever livros interligados entre si, mas não os considero mais difíceis do que os outros.

Nos seus livros, há uma presença muito forte do tema “família”. Existe alguma razão para isso?
As relações tiveram sempre um papel fulcral nos meus livros. A dinâmica inerente a uma família fascina-me, a história partilhada e a forma como cada um dos indivíduos cresce.

Tem alguma família preferida dos seus livros?
A minha família preferida é aquela sobre a qual me encontro presentemente a escrever.

Enquanto J.D. Robb, escreve romances contemporâneos, obras de suspense com elementos românticos e obras de mistério/crime. Tem alguma preferência? Algum deste tipo de livros é mais fácil de escrever do que os outros?
Eu gosto de escrever vários tipos de livros. Nenhum tipo é mais fácil ou mais difícil do que os outros – são simplesmente diferentes.

Qual das suas personagens escolheria para ser o seu melhor amigo?
Todas elas são os meus melhores amigos. Não gostaria de ferir os sentimentos de ninguém.

Qual foi o livro que mais gostou de escrever e porquê?
O meu livro preferido é sempre aquele que acabei de escrever. Tal como ao dar à luz uma criança, a dor é de imediato esquecida e tudo aquilo de que nos lembramos é um pleno estado de felicidade.

Que romance escolheria como o seu melhor trabalho de ficção?
O meu melhor trabalho é sempre aquele que acabou de chegar às livrarias.

Algum dos seus livros foi adaptado para cinema ou televisão?
A CBS estreou o filme Sanctuary, com Melissa Gilbert, em Fevereiro de 2001. Presentemente, estão a trabalhar no livro The Reef. Há muitos, muitos anos, This Magic Moment tornou-se no filme Magic Moments, que foi para o ar no Showtime Channel.

Tem leitores dentro do sexo masculino?
Sim, tenho uma base variada e interessante de leitores do sexo masculino. E desde que os livros de J.D. Robb começaram a ser publicados, essa base expandiu-se. Recentemente, recebi uma carta de um camionista, a dizer que ouve os meus áudio-livros quando está a conduzir. Ele assegurou-me que era um HOMEM a sério, mas que certas partes – acho que de As Jóias do Sol – o tinham feito desfazer-se em lágrimas enquanto descansava no parque para camiões. Adoro isso. Nas minhas sessões de autógrafos, também assisti a um aumento da presença de pais juntamente com as filhas. Sempre tive muitas mães com as filhas, e adoro saber que os livros, os meus livros, servem de ponte entre gerações.

Como descreve o seu fã típico?
Não são típicos! Vão dos 13 anos aos tetravôs. Abrangem todo o tipo de actividades profissionais, de salários, origens e interesses. São extremamente leais. Preocupam-se comigo. Quando estou a fazer viagens para promover algum trabalho, trazem-me batatas fritas, chocolates, Diet Pepsi e outros mimos para me dar forças.

Estima-se que o tráfego no seu site tenha assistido a um aumento de 1500%. Porque acha que tantos fãs visitam o seu site?
Penso que em grande parte se deve ao facto de eu ser bastante abordável. Eu visito o site, leio e respondo aos textos colocados no livro de visitas, participo nos fóruns. Fiz amigos formidáveis desta forma. E muitos dos meus leitores criaram amizades após se conhecerem em chats. Foi assim que apareceram os Noraólicos.

Quem são os Noraólicos?
Um grupo maravilhoso de leitores que se conheceram online em Fevereiro de 1997, quando a AOL criou um fórum para os fãs falarem sobre Sanctuary. Foi nessa altura que os Noraólicos, um grupo leal e devoto de fãs, nasceram. Muitas das pessoas que participaram nos chats permaneceram em contacto através de fóruns e e-mails. Quando a livraria do meu marido, Turn the Page, marcou uma sessão de assinaturas para o mês de Julho do mesmo ano, muitos decidiram encontrar-se – pela primeira vez – pessoalmente. Estes novos amigos partilharam milhas de voo, levantaram dinheiro e fizeram planos para a viagem! Vieram de todos os pontos do país – até mesmo de San Diego. No Verão passado, juntaram-se na Turn the Page para a Quinta Viagem Anual da Turn the Page. Um leitor devoto chegou mesmo a vir da Austrália.

O que considera uma noite romântica?
Qualquer noite em que o meu marido cozinhe e eu não precise de cozinhar, limpar, atender o telefone ou arranjar-me.

Que género de livros gosta de ler? Qual é o seu autor preferido?
Eu gosto de ler um pouco de tudo. Entre os meus autores preferidos encontram-se Carl Hiaasen, John Sandford, Sue Grafton, Elizabeth Berg, Stephen King e Patricia Gaffney. Mary Stewart será sempre uma das minhas autoras preferidas.

O que faz para descomprimir nos seus tempos livres?
Coisas muito banais. Adoro jardinagem. Gosto de ficar a ler na nova biblioteca que o meu marido construiu, de ver televisão e de ir ao cinema.
Obrigado Nora!

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