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Arquivo para a categoria ‘Clarice Lispector’

Vários Autores – Clarice na Cabeceira

A Editora Rocco publicou Clarice na Cabeceira, que tem a autoria de diversos autores em homenagem a grande escritora Clarice Lispector e tem a seguinte sinopse:

Lidos e relidos, os contos de Clarice Lispector mantêm-se muito próximos de seus leitores, seres extasiados com suas histórias. Organizado por Teresa Montero, doutora em Letras e biógrafa da autora de A Hora da Estrela, a coletânea Clarice na Cabeceira é uma seleção afetiva de contos de Clarice Lispector apresentados por 22 personalidades do cenário cultural. E não se trata de quaisquer fãs. Os escritores Luis Fernando Verissimo e Rubem Fonseca, o crítico José Castelo, a cantora Maria Bethânia, as atrizes Fernanda Torres e Malu Mader, e o diretor Luiz Fernando Carvalho são algumas dos fãs que compõem o time estelar de colaboradores do livro. Junto a cada um dos contos, os leitores convidados compartilharam a experiência de ter Clarice em suas vidas, seja por ter convivido com ela, seja apenas por meio de seus livros. E, implicitamente, propõem a mesma pergunta a todos nós: Qual o seu texto de cabeceira de Clarice Lispector?
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Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo

A Editora Rocco publicou há alguns anos, o livro A Descoberta do Mundo de Clarice Lispector, (veja capa a esquerda) que está sendo republicado em edição comemorativa (vide capa a direita) veja a sinopse abaixo:
A descoberta do mundo é o primeiro trabalho de crônicas de Clarice. Mais do que ousar em um novo estilo literário, até então incomum em sua obra, a escritora faz desta publicação um diário de bordo da sua vida: paixões, histórias, entrevistas, filmes, enfim, tudo o que participou de alguma forma de sua existência.
São 468 títulos de crônicas publicadas aos sábados no Jornal do Brasil — certos dias agrupam várias delas, pequenas — entre 1967 e 1973 e, curiosamente, muitas delas poderiam ser republicadas hoje sem que ninguém percebesse a passagem dos anos. Algumas reflexões são atuais e atemporais. Personagens e pessoas que passaram por sua história, como suas empregadas Aninha e Jandira, e uma jornalista, Cristina – ela não cita os sobrenomes –, são retratados em passagens da memória de Clarice. O livro é dividido em dias, como se fosse um diário, mas sempre entre realidade e ficção. Esta última, no entanto, revela com fidelidade as incertezas que cercavam sua enigmática personalidade.
A vida cotidiana e os acontecimentos no Brasil daquela época permeiam a narrativa. Em meio aos devaneios permanentes que foram marca pessoal da autora, surgem importantes nomes da cultura brasileira e latino-americana. Em uma das crônicas, por exemplo, a atriz Fernanda Montenegro é elogiada por seu desempenho na peça “A volta ao lar”, de 1967. Em outra, a autora conta como conheceu Chico Buarque, sem esconder que esse foi um momento especial: “Quando meus filhos souberem que eu o vi vão me respeitar mais.”
Há ainda uma entrevista com o educador Alceu Amoroso Lima e uma pequena conversa com o poeta chileno Pablo Neruda, quando este esteve no Brasil, em abril de 1969. Embora não seja romance, seu estilo habitual, este livro reflete da mesma maneira o pensamento irrequieto de Clarice Lispector. São pequenas confissões, cartas, histórias, “causos” da escritora que até hoje intriga profundamente os apaixonados por sua literatura, e até mesmo aqueles menos aficionados. Como poucos autores brasileiros – embora, no livro, ela se autodefina “um escritor, sem sexo ou com os dois, como outro em qualquer lugar do mundo”, ela coloca em sua obra marcas extremamente pessoais, que no entanto se confundem com os questionamentos de qualquer ser pensante.