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Arquivo para a categoria ‘Ataulfo Alves’

Sérgio Cabral – Ataulfo Alves – Vida e Obra

A Editora Lazuli/Companhia Editora Nacional está lançando o livro Ataulfo Alves – Vida e Obra de autoria de Sérgio Cabral que tem a seguinte sinpse:

Em 2 de maio de 1909, nascia em Miraí, Zona da Mata mineira, Ataulfo Alves de Souza, o autor de sambas antológicos, que cantavam a vida boêmia, o trabalho e o amor. Em razão das comemorações do centenário de Ataulfo, Sérgio Cabral corrige uma falha que percorre seus 50 anos de jornalismo dedicados à música popular brasileira, especialmente ao samba, e lança o livro Ataulfo Alves: vida e obra (Lazuli/Companhia Editora Nacional). Sérgio Cabral, amigo pessoal de Ataulfo, apresenta neste livro toda a trajetória de vida e as grandes obras que consagraram o compositor como um dos maiores expoentes do samba neste país. Ataulfo emplacou dezenas de sucessos, entre eles Saudade da professorinha, Laranja madura, Mulata assanhada, Oh! Seu Oscar, e, o maior de todos, Ai, que saudades da Amélia escrito em parceria com o ator Mário Lago. A obra mostra que grandes parcerias marcaram toda a carreira de Ataulfo e se transformaram em sucessos populares. Carmem Miranda, por exemplo, gravou uma composição de Ataulfo: Tempo perdido. Ainda desconhecida do grande público, Clara Nunes gravou Você passa, eu acho graça, resultado de uma parceria inusitada com Carlos Imperial. Ataulfo Alves: vida e obra menciona curiosidades como a eleição do cantor, em 1961, como um dos dez homens mais elegantes do Brasil, em um famoso concurso promovido pelo colunista Ibrahim Sued. Além do talento e da elegância, era de uma simplicidade que chegava a ser surpreendente. Outro fato interessante é que Amélia, a personagem da música, existiu mesmo e trabalhou como empregada de Aracy de Almeida. Seu nome completo era Amélia dos Santos Ferreira. Morreu em julho de 2001, aos 91 anos de idade. Por fim, a obra registra toda a musicografia do artista, que ultrapassa 320 composições. É uma das maiores da música popular brasileira em número e também em sucessos. O músico teve atuação de destaque dentro da UBC (União Brasileira de Compositores), forte sociedade de direitos autorais na época. Faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1969, poucos dias antes de completar 60 anos de idade, de complicações decorrentes da cirurgia de uma úlcera duodenal. Até falecer, Ataulfo continuava em evidência, fato raro entre os compositores de sua geração. Algumas curiosidades:- Mario Lago teria ficado chateado com algumas adaptações feitas por Ataulfo para a letra de Ai que saudades da Amélia. Depois os dois se entenderam. – Ataulfo sonhava com uma carreira de cantor, mas os dirigentes das gravadoras não acreditavam em sua voz. Nessa época predominavam os cantores da escola italiana, de vozes potentes. Depois que ele gravou “Leva meu samba”, as gravadoras viram que era exatamente aquilo que o público queria.- Ataulfo adorava Getúlio Vargas e dedicou várias músicas para ele e para o próprio Estado Novo. – Era um homem de hábitos moderados. Gostava de beber e de fumar, mas bebia pouco e fumava menos ainda. Sua carreira foi marcada por uma consciência profissional muito forte. Ele não tolerava, por exemplo, que os músicos e as pastoras que o acompanhavam andassem mal vestidos.- Foi um dos fundadores na União Brasileira de Compositores e seu diretor durante muitos anos. Vários colegas elogiavam sua atuação na área do direito autoral. Sobre o autor: Sérgio Cabral é jornalista, escritor, compositor e um dos maiores especialistas em música popular brasileira do país. Autor de importantes biografias entre elas a de Antonio Carlos Jobim, Nara Leão, já publicados pela Lazuli/Companhia Editora Nacional. Até o final do ano está previsto o lançamento da biografia de Elizeth Cardoso.
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