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Arquivo para a categoria ‘Novelas do Brasil’

Gilberto Braga – Anos Rebeldes

A Editora Rocco está publicando Anos Rebeldes de Gilberto Braga – Os Bastidores da Criação de Uma Minissérie que complementa a edição anterior feita pela Record, trazendo muito mais, além do roteiro da minissérie. Veja a sinopse abaixo:

Diálogos detalhados, descrição precisa de cada personagem, composição de cenários e locações, marcações de cena e sinopse. Tudo isso já seria suficiente para transformar Anos rebeldes – os bastidores da criação de uma minissérie em leitura obrigatória para quem se interessa por televisão. Mas o livro com o roteiro da minissérie, exibida pela Rede Globo em 1992, vai além. Antes de narrar o romance de um dos casais mais populares e queridos da televisão brasileira, Gilberto Braga presenteia os leitores com outra história, a dele, desde a adolescência alienada nos anos rebeldes até tornar-se aquele considerado “um dos maiores escritores de televisão do Brasil”, como relembra o jornalista Artur Xexéo na introdução.

Antes de chegar a pensar em escrever Anos rebeldes, Gilberto Braga havia retratado os anos 1950 na minissérie Anos dourados e mostrado os anos de abertura na novela Vale tudo. Nada engajado, nunca havia sequer imaginado escrever sobre os anos de ditadura. Leituras sobre a época – O que é isso, companheiro? , de Fernando Gabeira, Os carbonários, de Alfredo Sirkis, e 1968: o ano que não acabou, de Zuenir Ventura – e muita gente perguntando por que ele não escrevia uma história sobre aquele período foram aumentando a vontade de produzir algo que se passasse nos chamados anos de chumbo. A luta armada, as reuniões de estudantes e intelectuais e os sequestros políticos compunham ótimo pano de fundo, mas ainda faltava definir qual seria a trama central.

A inspiração não poderia vir de algo mais corriqueiro na vida do frequentador assíduo dos cinemas de Copacabana nos anos 1960: um filme, mais especificamente Nosso amor de ontem, de Sidney Pollack. Dali retirou inspiração para compor a individualista Maria Lúcia e o idealista João Alfredo. Começava a tomar forma a trama transcorrida entre 1964 e 1971 no Rio de Janeiro tendo como pano de fundo os anos da ditadura brasileira. Quando a história começa, há ainda certo ar de despreocupação, pelo menos entre os quatro amigos, formandos do Colégio Pedro II.

A maior preocupação de João Alfredo, Edgar, Galeno e Waldir é a escolha da carreira a seguir. O projeto de organizar uma semana de palestras com profissionais de diversas áreas acaba colocando o quarteto em contato com Maria Lúcia, filha de um renomado jornalista comunista, que os rapazes pretendem convidar para as tais palestras.

Desde o primeiro encontro, Maria Lúcia encanta-se com João Alfredo, mas não gosta do envolvimento dele com questões sociais. Ela já teve experiências ruins devido ao engajamento político do pai. João Alfredo logo se sente dividido entre o relacionamento com Maria Lúcia e a militância. À medida que o clima no país começa a piorar, o relacionamento dos protagonistas passa também por situações complicadas. Assim como em tudo ao redor, eles vão precisar se posicionar de maneira irreversível.

Paralelamente, outro núcleo ganha destaque na história. Heloísa é colega de Maria Lúcia nas aulas de francês. Filha de um milionário, a garota mimada e rica costuma realizar saraus no amplo apartamento, durante os quais a bossa nova toma conta da sala. Apesar da posição social, Heloísa não vive em um mundo de faz de conta e ao conhecer a turma de João Alfredo começa a tomar conhecimento do que está se passando no país. Nas ruas de grandes cidades, cresce o número de protestos. O governo militar revida e começa uma onda de prisões. O AI-5 é decretado e a situação de muitos fica insustentável.

Gilberto Braga, com a colaboração de Sérgio Marques, Ricardo Linhares e Ângela Carneiro, consegue levar essa tensão para os diálogos e para as cenas de Anos rebeldes. Vale lembrar que em 1992, quando foi exibida pela primeira vez, a minissérie influenciou o movimento protagonizado por jovens que levaria, meses depois, à queda do presidente Fernando Collor.

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Autores – Histórias de Teledramaturgia – Memória Globo

A Editora Globo está publicando 2 livros na caixa intituada Autores – Histórias de Teledramaturgia, que pode ser encontrato no site na submarino no link acima, veja a sinopse abaixo:

Os livros são resultado de cerca de setenta horas de entrevistas e reúnem perfis, depoimentos e fotos dos autores em seu ambiente de trabalho ou em cenários que ilustram seu universo ficcional. Os escritores da TV Globo falam sobre suas trajetórias profissionais, métodos de trabalho, universos de criação, a relação com o público e o futuro da telenovela, além de contarem como constroem suas tramas, de que forma lidam com a audiência e que mudanças as novelas sofreram ao longo dos anos. No primeiro volume – Aguinaldo Silva, Alcides Nogueira, Antonio Calmon, Benedito Ruy Barbosa, Carlos Lombardi, Euclydes Marinho, Gilberto Braga, Gloria Perez. No segundo volume – João Emanuel Carneiro, Manoel Carlos, Maria Adelaide Amaral, Miguel Falabella, Ricardo Linhares, Silvio de Abreu, Walcyr Carrasco, Walther Negrão.

Janete Clair – Selva de Pedra

A Editora Globo publicou em formato pocket Selva de Pedra de Janete Clair com adaptação de Mauro Alencar, que pode ser encontrado através do link da submarino acima ou nas máquinas de venda de livros no metrô em São Paulo e tem a seguinte sinopse:
Emocionando milhões de pessoas no Brasil e no exterior ao longo de mais de trinta anos com histórias inesquecíveis, as novelas da TV Globo podem proporcionar também agradáveis horas de leitura. É o que revela esta versão de Selva de Pedra, que ainda é capaz de, ao mesmo tempo, nos fazer sonhar e compreender nossa própria sociedade.
Selva de Pedra, de Janete Clair, um dos mais marcantes teledramas da história das novelas da TV Globo. Escrita em 1972, por Janete Clair, a novela foi novamente levada ao ar em 1986, confirmando o interesse do público pela elaborada trama imaginada por sua autora. Agora, ela ressurge em outro formato, romanceada 35 anos depois por Mauro Alencar, especialista em telenovelas no Brasil. O sucesso de Selva de pedra se deve a muitos fatores. Dentre eles, o registro de uma época importante para o Brasil e a construção de personagens que marcaram profundamente o público.Cristiano Vilhena (Francisco Cuoco) cresceu à sombra dos limites impostos pela religião exercida pelo seu pai, Sebastião (Mário Lago). Porém, sua ambição e sua revolta buscavam coisas que o fanatismo de Sebastião impedia. A morte de um rapaz, com quem Cristiano estava discutindo, força-o a fugir para o Rio de Janeiro. Fuga esta que o faz tomar contato com seu tio, o poderoso Aristides Vilhena (Gilberto Marinho), que oferece ao pobre rapaz do interior a possibilidade de galgar os primeiros degraus de uma difícil e vertiginosa escalada. A partir deste momento, sua ascensão será permeada por duas belas e interessantes mulheres, a escultora Simone Marques (Regina Duarte) e Fernanda (Dina Sfat), e entrelaçada a outros personagens que também buscam o lugar ao sol, como Miro (Carlos Vereza), Caio (Carlos Eduardo Dolabella) e Jorge (Edney Giovenazzi). Quanto mais se aproxima do sucesso sonhado, da realização material, menos Cristiano é humano. Passa a ser a explicação exata de uma escultura da famosa Simone Marques: O Homem na Selva de Pedra um ser tortuoso, aprisionado em suas próprias paixões. Todo este jogo, entre um retrato das complexidades da personalidade do indivíduo atual e o conflito entre o ser e o ter, ganha com o livro uma nova visibilidade.